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Defesa dos manguezais é projeto da Unespar

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por publicado: 04/08/2017 17h34 última modificação: 07/08/2017 17h27
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Franciane Pellizzari, Cassiana Baptista Metri, Rafael Metri, Luís Fernando Roveda, Josiane Gomes Figueiredo e Fabrícia de Souza Predes, todos do colegiado de Ciências Biológicas.

Franciane Pellizzari, Cassiana Baptista Metri, Rafael Metri, Luís Fernando Roveda, Josiane Gomes Figueiredo e Fabrícia de Souza Predes, todos do colegiado de Ciências Biológicas.

A ampliação e valorização das áreas protegidas no litoral paranaense  são objeto de estudos do Projeto de pesquisa “A efetividade de UCs na conservação dos manguezais paranaenses”, coordenado pelo professor Rafael Metri do  Curso de Ciências Biológicas da Unespar no Campus de  Paranaguá e que envolve a Floresta Estadual do Palmito, em Paranaguá, e a Estação Ecológica do Guaraguaçú.  

A atividade é financiada por meio do Edital Paraná Biodiversidade – Fundação Araucária e Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, desde 2016. Sua ideia central é  avaliar a qualidade ambiental em diferentes manguezais e em organismos bioindicadores. Ao longo do projeto serão comparados manguezais sujeitos a diferentes escalas de antropização, dentro de UCs e nas áreas previstas para ampliação. Em visita realiza em maio passado a um desses manguezais, adjacente a área urbana de Paranaguá, e foram constatados vários indícios de degradação – especialmente lixo e esgoto, que reforçam a necessidade de ações de conservação destes ecossistemas. Além de avaliar e mensurar os níveis de contaminação do solo, os pesquisadores da Unespar também examinam os caranguejos-uçá, que são tradicionalmente utilizados para fins culinários e alimentam a população da região do litoral paranaense, a fim de determinar se os animais estão a níveis seguros para consumo.

Qualidade de vida e educação socioambiental
A iniciativa deve ser acompanhada amplamente pela população para garantir a conservação destes ecossistemas, ameaçados no litoral do Paraná. Para Rafael Metri, uma dessas áreas que estamos estudando está dentro de uma unidade de conservação que é a Floresta Estadual do Palmito. Nosso projeto tenta dar um embasamento científico para comprovar que essas regiões de manguezal são um ecossistema de extrema importância já por si só e também pela dependência que a comunidade  tem delas. Isso é sinônimo de qualidade de vida para a população. De acordo com o plano diretor do município, são áreas para preservação da biodiversidade e não são próprias para ocupação humana, mas não estão legalmente dentro de uma unidade de preservação.

Segundo ele “é hora de adequar isso, impedir invasões em locais inadequados e colocar o projeto a disposição para ajudar a demonstrar a importância das áreas afetadas para a produção de biodiversidade que podem ser exploradas nas áreas adjacentes próximas. Os caranguejos ali protegidos, reproduzindo bem, vão alimentar outras áreas. A valorização do manguezal pode abrir as portas até mesmo para o turismo ecológico dentro das Unidades”.

A equipe do projeto de conservação de manguezais  está  atuando com apoio da  Associação de Pescadores da região. Esse contato com a comunidade permite fomentar a educação ambiental e , a valorização da Unidade de Conservação. 

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