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Curso de Biologia da Unespar campus Paranaguá conquista financiamento de projeto sobre saúde dos manguezais

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publicado: 12/02/2015 18h44 última modificação: 30/10/2018 12h10

Analisar a saúde e preservação dos manguezais, especialmente na área da Estação Ecológica de Guaraqueçaba (ESEC), é a proposta do projeto do curso de Biologia do campus de Paranaguá da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), com financiamento recentemente aprovado pelo edital de biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

“Esse projeto vai levar a Unespar para um novo contexto de pesquisa científica, os docentes envolvidos vão voltar suas pesquisas para o subsídio de ações efetivas de conservação da natureza”, diz a coordenadora e professora do curso de Biologia da Unespar campus Paranaguá, Cassiana Baptista Metri. O projeto nasceu da articulação entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Registro, a Unespar e a Associação MarBrasil, instituição responsável pelo seu gerenciamento.  

De acordo com Metri, a avaliação terá como foco a bioecologia do caranguejo uçá, de modo a propor estratégias efetivas de gestão dessas zonas úmidas costeiras. A iniciativa contará com a participação de vários professores do colegiado de Ciências Biológicas e prevê bolsas para alunos, verba para equipamentos e análises, inserção social e Educação Ambiental.

A ideia é unir os conhecimentos dos especialistas da Unespar e Unesp em manguezais para avaliar a condição desse ecossistema em diferentes áreas no setor norte do estuário. Segundo a professora, o curso de Biologia já conta com alguns projetos recentes aprovados na mesma linha em áreas mais próximas à Paranaguá, procurando sinais de impacto antrópico - ou seja, causado pela ação humana - nos animais e plantas dos manguezais, e agora expande a ação para o setor norte do estuário, região mais preservada em comparação com o setor leste-oeste, no qual se encontram os Portos de Antonina e Paranaguá, além de indústrias e maior ocupação urbana.

Comprometimento ambiental e social

Berçário natural de animais aquáticos, os manguezais fornecem serviços de extrema importância como fixadores de carbono, estocagem e reciclagem de nutrientes, manutenção da linha da costa pelo controle de erosão e manutenção de sedimento e reciclagem das águas do estuário. Além da manutenção desses serviços ecossistêmicos, explica a bióloga, a preservação deste ecossistema é uma ação que pode impactar positivamente à arrecadação do ICMS do município de Guaraqueçaba.

A intenção, conforme informa Metri, é verificar as condições dos manguezais frente aos impactos causados por atividades agrícolas, portuárias, industriais e a pesca desordenada. Com isso, espera-se fornecer informações que reduzam a pressão de pesca ilegal do caranguejo na ESEC por meio da pactuação de áreas importantes que sejam, de fato, respeitadas e protegidas, além da maior garantia de conservação dos manguezais em um cenário de mudanças do clima.

“É uma satisfação atuar em conjunto com uma equipe interdisciplinar e com um foco direcionado na conservação da natureza. A Baía de Paranaguá está inserida no maior trecho de mata atlântica remanescente, a ESEC está na lista de zonas úmidas de importância internacional. De um outro lado, uma intensa atividade industrial e portuária e um discurso de desenvolvimento à todo custo que ainda não foi vencido e reformulado. No meio de tudo isso temos comunidades tradicionais que têm seus estilos de vida ameaçados pelos os impactos causados pela degradação dessa natureza, como a redução do pescado na Baía, por exemplo”, justifica a professora.

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