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Situação precária do número de agentes universitários será pauta do CAD

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publicado: 12/02/2015 18h44 última modificação: 30/10/2018 12h10

No próximo dia 12 de julho o Conselho de Planejamento, Administração e Finanças (CAD) da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) reúne-se, a partir das 9h30, em sessão ordinária no campus de Apucarana. Dentre os assuntos elencados para a pauta do dia está a precária situação do quadro de agentes universitários da instituição.

Como medida paliativa para suprir a demanda latente em seus sete campi, a Unespar está solicitando ao governo do Estado a autorização para abertura de processo seletivo para contratação de nove agentes universitários de nível superior, 19 agentes de nível médio e dez agentes operacionais. A Unespar também pede a agilização para a nomeação dos aprovados no último concurso público, realizado em 2014. As solicitações se dão em caráter de urgência e, se não atendidas, podem acarretar no fechamento de setores da instituição.

Inclui-se neste número a necessidade de contratação urgente de intérprete de libras, que, além de ser uma necessidade legal, deve atender a nossa comunidade acadêmica que conta com sete estudantes e dois docentes surdos que necessitam de acompanhamento constante para que possam desenvolver suas atividades. A ausência deste profissional na instituição já acarretou denúncias no Ministério Público, assim como, por conta da insuficiência de bibliotecários, a universidade recebeu também pedido de informações do Conselho Regional de Biblioteconomia da 9ª Região.

De acordo com um estudo elaborado pelo pró-reitor de Planejamento, Angelo Marcotti, entre 2012 a 2017 a Unespar sofreu uma diminuição de 35 técnicos, aproximadamente 20% de seus agentes, em função dos processos de aposentadorias, além da redução de agentes nos campi por conta dos trabalhos administrativos realizados pela Reitoria. "Se não tivermos reposição de agentes imediatamente, à Unespar não sobrará outra medida que não seja fechar setores", informa o reitor Antonio Carlos Aleixo.

Conforme explica a diretora do campus Curitiba II, Pierangela Nota Simões, a previsão de aposentadorias para os próximos anos agrava ainda mais este cenário, chegando a inviabilizar o desenvolvimento pleno das atividade de ensino, pesquisa e extensão cotidianas no campus. “Em 2019 não haverá servidores efetivos no setores de Protocolo Geral, na Seção de Ensino e na Divisão de Recursos Humanos, por exemplo, sendo que estas ausências implicarão em uma série de dificuldades para a gestão do Campus.”, salienta a diretora.

Déficit real de agentes chega a 76%

O processo seletivo solicitado constitui-se em uma medida temporária para que a universidade não entre em colapso administrativo, mas não soluciona por completo a real carência da instituição. O levantamento sobre a situação atual do quadro de agentes da Unespar revela que a universidade opera com hoje com um déficit de 45% em relação às 262 vagas já criadas pela Assembléia Legislativa, das quais apenas 143 estão preenchidas no momento. Porém, levado em consideração a real demanda evidenciada em levantamento realizado pela Proplan em todos os campi, o qual prevê a necessidade de 600 agentes, o percentual torna-se ainda mais crítico: um déficit de aproximadamente 76%.

Os dados mostram ainda que, apesar de ocupar, entre as universidades estaduais, o terceiro lugar em número de matriculados (10,5 mil) e o segundo em número de cursos (67), a Unespar tem hoje o segundo menor número de agentes e a menor relação entre agentes e docentes (0,15%) entre todas as universidades estaduais, o que compromete a qualidade do serviço prestado à comunidade acadêmica.

Dentre os agentes que universidade necessita estão as funções de Motorista, Pedagogo(a), Laboratorista, Contador(a), Advogado(a), Administrador(a), Intérprete de Libras, Bibliotecário(a), Analista de Informática, Assistente Social, Secretariado(a) Executivo(a), Economista, Jornalista, Psicólogo(a) e Médico(a) do trabalho, cargos que atualmente são exercidos - quando o são - por pessoas nomeadas ou professores com conhecimentos nessas áreas, como é o caso da procuradoria da universidade, que atualmente é exercida por um professor da instituição que não atua como advogado.

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