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13 de Maio – Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo
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#PARATODOSVEREM - Imagem em branco e preto de duas mulheres negras em gestos de protesto. Em primeiro plano, a mulher segura um alto-falante e, assim como a mulher mais ao fundo, tem um braço levantado com os punhos cerrados e falando pelo alto falante. Elas usam jaquetas grossas e cabelos curtos à moda afro. O fundo é branco e pode-se ver também a parte de trás das cabeças de mais duas pessoas. Na parte superior está escrito “Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo – 13 de Maio”. Na parte inferior, aparecem os logotipos da DDH, Propedh e Unespar.
Outrora oficialmente conhecida como Dia da Abolição da Escravatura no Brasil que, por intermédio da assinatura da Lei Áurea em 1888, teria assegurado a liberdade para o povo negro escravizado, essa data foi ressignificada por grupos dos movimentos negros para rememorar as lutas e resistências desse povo, denunciar o racismo e os mecanismos de sua manutenção, refletir sobre as reais condições de vida da população negra no Brasil no passado e no presente e sobre as desigualdades e discriminações sofridas. É importante o reconhecimento, por toda a sociedade, de que, após mais de 350 anos produzindo as bases da riqueza, a cultura e as demais condições de existência cotidiana do Brasil, a população de africanos e afrodescendentes foi excluída de oportunidades de acesso à posse de terra, à educação e ao trabalho livre assalariado no pós-abolição. Desse modo, o racismo foi estruturado, sendo responsável pela periferização de negros e negras até o presente. Portanto, entre outros modos, entende-se que o racismo não se manifesta somente por meio de palavras e gestos ofensivos, do barrar a entrada de pessoas negras em determinados ambientes, mas até hoje ainda tenta coloca-las numa condição de subserviência por meio de tratamento humilhante, como vimos todos os dias nos noticiários dos jornais, além das abordagens policiais violentas por causa da cor de suas peles, estereótipos e comentários ofensivos que atingem as crianças, os adolescentes e jovens, muitas vezes relacionados aos cabelos naturais e/ou traços fenotípicos que os identificam como negros. Então está na hora de mudar isso. Basta de racismo e de discriminação, pois é preciso a desconstrução dessa injustiça e, em seu lugar, que haja o respeito de toda a sociedade às pessoas negras. Como seres humanos que são – crianças, mulheres, homens, lembrar que foram essas pessoas e os povos originários que contribuíram muito para a riqueza e o desenvolvimento deste país, resistindo sempre, com a esperança de dias melhores para si e para os seus.




